img_unidades_umlO Departamento Nacional de Produção Mineral (Dnpm) cassou a autorização para exploração de três jazidas que a Metais de Goiás S/A (Metago) possuía no município de Catalão. A Metago está em liquidação pelo governo do Estado e detinha a autorização precária para exploração dessas jazidas de nióbio e apatita (fosfato).

 O decreto de cassação dos direitos de exploração foi publicado no Diário Oficial da União, ontem, e pegou de surpresa os responsáveis pelas negociações das jazidas. A área onde se localizam as lavras soma mais de 600 hectares, está entre os municípios de Catalão e Ouvidor e já foi objeto de disputa entre gigantes do setor, como a Anglo American e Companhia Vale do Rio Doce.

 Os técnicos que fizeram a prospecção do potencial mineral das lavras relataram riquezas muito grandes de nióbio e apatita, nome científico para o minério de onde se obtem o fosfato. A lavra se localiza em uma gleba chamada Complexo Ultramáfico –  Alcalino de Catalão I e é uma das maiores jazidas do mundo. Goiás é o terceiro produtor nacional de minério, ficando atrás apenas de Minas Gerais e Pará.

 O direito de exploração já havia sido vendida pela Metago para a Vale do Rio Doce, segundo técnicos da empresa em liquidação. A multinacional controlada pelo Bndes pagou a bagatela de R$ 9 milhões pelo “prêmio” – nome dado à cobertura do que já foi investido na prospecção e pesquisas científicas. Além disso a Vale se comprometeu em contrato a pagar royalties pelos minérios explorados nas lavras à razão de cerca de 2%.

Analistas do mercado de minerais explicaram que o prejuízo será para o Estado de Goiás, que é detentor do direito de exploração e que já havia negociado a lavra. A Vale deverá requerer a devolução dos R$ 9 milhões já pagos e poderá cobrar também os lucros cessantes pela perda do direito de retirar os minerais nobres.

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