Uma estagiária de 25 anos da Câmara Municipal de Urutaí denunciou o presidente da Casa, vereador Éder Pimenta, por estupro. O crime, segundo a vítima, aconteceu na manhã do dia 31 de outubro deste ano, durante uma viagem que deveria ser exclusivamente profissional. Em entrevista à TV Anhanguera, a jovem, que atua no setor de marketing, relatou que acreditava estar se deslocando até Pires do Rio para realizar fotos institucionais, mas acabou sendo levada para um motel pelo parlamentar.

A estagiária contou que foi orientada por Éder Pimenta a acompanhá-lo em um suposto serviço externo. Ela seguiu viagem em um carro da Câmara, junto com outra servidora, enquanto o vereador foi em seu próprio veículo. Ao chegarem na cidade vizinha, Éder deixou sua caminhonete em uma oficina e assumiu a direção do carro em que as duas servidoras estavam. Pouco depois, deixou a funcionária em uma papelaria e seguiu sozinho com a estagiária até um motel na rodovia.
A vítima relata que, ao perceber para onde estavam indo, conseguiu colocar o celular no bolso da jaqueta para gravar a conversa. Dentro do quarto, segundo ela, o vereador ordenou que se sentasse na cama e passou a assediá-la.
“Aí eu ficava empurrando ele, mas eu não tinha força mais pra empurrar ele. Aí ele pegou no meu pescoço e me machucou. Eu fiquei com muito medo nessa hora”, desabafou.
A estagiária afirma ainda que Éder Pimenta insistiu para que ela mantivesse um relacionamento com ele de forma clandestina, prometendo promovê-la na estrutura da Câmara.

“De acordo com a estagiária, Éder afirmou que, se eu ficasse com ele no sigilo, iria subir de cargo. Eu ficava falando pra ele que eu não queria isso, que eu não queria, que eu tava lá só pra fazer meu trabalho de marketing, porque é algo que eu gosto e que eu sempre trabalhei”, contou.
Após o ocorrido, a jovem retornou a Urutaí e procurou a delegacia no mesmo dia para registrar o boletim de ocorrência. A Justiça já concedeu medida protetiva que determina que o vereador mantenha distância mínima de 200 metros da vítima, familiares e testemunhas, além de proibir qualquer tipo de contato.

Desde que a denúncia se tornou pública, Éder Pimenta não voltou a presidir sessões na Câmara. A Casa informou, por meio de nota, que o vereador não foi oficialmente afastado porque não há determinação judicial ou administrativa que imponha o afastamento, embora ele tenha faltado às últimas sessões e esteja sendo substituído pelo vice-presidente.
A defesa do vereador mantém a mesma posição divulgada anteriormente, alegando que não há decisão judicial que confirme as acusações e que ele tem colaborado com as investigações.
Fotos: Delegacia e Câmara/ Blog Diante do Fato








