Na manhã desta segunda-feira (8), dezenas de investidores da R West se reuniram em frente ao escritório da empresa, em Catalão, diante da suspeita de que o negócio estaria operando uma suposta pirâmide financeira. A suspensão dos saques, somada ao silêncio dos responsáveis, gerou tensão e chegou a provocar princípio de tumulto.

Segundo os clientes, há dias não é possível realizar retiradas. Eles denunciam ainda que a empresa parou de responder ligações, mensagens e atendimentos presenciais. Muitos afirmam ter aplicado valores altos, atraídos pela promessa de lucros rápidos e acima do mercado.

Diante da pressão, três mulheres que se apresentaram como responsáveis pela unidade local da R West decidiram falar com a imprensa. Visivelmente abaladas, elas alegaram que também estão sem respostas da direção nacional.
Uma delas afirmou:
“A gente está tão perdida quanto vocês. Também somos funcionárias e não temos autonomia para liberar pagamentos. Estamos repassando tudo para a direção e aguardando um retorno. Não temos culpa pelos atrasos.”

Outra representante reforçou a mesma versão:
“Estamos aqui todos os dias, atendendo e repassando as cobranças. Nós também queremos uma solução. Assim que a direção nacional se posicionar, vamos comunicar a todos.”
A fala, porém, não acalmou os ânimos. Vários investidores reclamaram que passaram dias sem atendimento e só foram recebidos após a chegada da imprensa. Muitos relataram sensação de abandono e afirmaram que irão registrar Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.
Especialistas explicam que o comportamento apresentado — atraso nos pagamentos, sumiço dos responsáveis e promessa de lucros elevados — reforça características de uma suposta pirâmide financeira. A orientação é que os prejudicados procurem a Polícia Civil, acionem o Procon, consultem a CVM e busquem orientação jurídica.
A situação segue instável, e investidores continuam retornando ao escritório em busca de respostas e para tentar evitar maiores prejuízos.









