A reforma da unidade de saúde ESF Jairo Marques, em Goiandira, voltou a ser alvo de críticas e indignação popular. Embora a obra não esteja oficialmente paralisada, quem passa pelo local relata um cenário preocupante: apenas cerca de três funcionários do município trabalhando, em um ritmo considerado extremamente lento, comparado por moradores ao “tempo de uma tartaruga”.

Enquanto isso, a falta de planejamento e de fiscalização já trouxe prejuízos concretos. Toda a fiação elétrica, que já havia sido instalada, foi furtada. Com o prédio sem vigilância adequada e com o avanço da obra em verdadeiro “banho-maria”, meliantes ficaram à vontade para agir, causando mais danos ao patrimônio público. Agora, toda a parte elétrica terá que ser refeita, gerando novo gasto de dinheiro do povo.
O que mais revolta a população é o contraste entre os investimentos. Uma quantia significativa foi aplicada na fachada do posto, considerada por muitos como “milionária”, enquanto a parte essencial — o funcionamento efetivo da unidade de saúde — segue sem previsão clara de conclusão. Na prática, o prédio existe, mas o atendimento à população ainda não.
O caso reacende críticas à gestão do prefeito de Goiandira, Alisson Peixoto, que é cobrado por mais seriedade na condução da obra e no cuidado com a saúde pública do município. Para moradores, o ritmo lento, aliado à falta de segurança no local, demonstra descaso com o dinheiro público e com as necessidades básicas da população.
Além do prejuízo financeiro, a cidade continua sem contar com os serviços que deveriam ser oferecidos pelo ESF Jairo Marques. A pergunta que ecoa entre os moradores é simples e direta: até quando a saúde pública de Goiandira continuará sendo tratada em “banho-maria”?
A população cobra transparência, agilidade, responsabilidade e uma atitude firme do poder público para concluir a obra, responsabilizar eventuais falhas e garantir que o posto de saúde finalmente cumpra seu papel.









