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Criadores de Catalão, Ouvidor e Três Ranchos acusam fazendeiro de aplicar golpe milionário na compra e venda de gado, mostra reportagem do Domingo Espetacular

de diantedofato
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Produtores rurais das cidades de Catalão, Ouvidor e Três Ranchos, no interior de Goiás, afirmam ter sido vítimas de um suposto golpe milionário envolvendo negociações de compra e venda de gado. O caso ganhou destaque em reportagem exibida neste domingo (19) pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record. Segundo os criadores, os prejuízos ultrapassam R$ 10 milhões e as perdas têm provocado impactos financeiros e emocionais que se arrastam há anos.

De acordo com os produtores, o esquema teria sido liderado pelo empresário e fazendeiro João Galdino Pereira Margon. Eles relatam que realizaram negociações envolvendo centenas de cabeças de gado, porém não receberam os valores combinados. Muitos afirmam que receberam cheques que posteriormente retornaram sem fundos, o que teria gerado dívidas bancárias, financiamentos atrasados e até a venda de bens para cobrir prejuízos.

Um dos produtores relatou que vendeu cerca de 500 cabeças de gado em uma única negociação, com prejuízo superior a R$ 1 milhão. Caminhões teriam retirado os animais da propriedade, mas o pagamento não foi efetivado. Outros criadores de Ouvidor também afirmam ter vendido gado e não recebido. Um deles declarou que o valor não pago ultrapassa R$ 1 milhão, enquanto outro afirma acumular cerca de R$ 710 mil em cheques sem fundo.

Na cidade de Três Ranchos, um produtor disse ter negociado mais de 100 cabeças de gado e não recebeu pelo negócio. Segundo ele, o impacto financeiro foi tão grande que precisou reduzir drasticamente o rebanho e enfrentou problemas de saúde após a situação. Outro criador afirmou que perdeu economias que seriam utilizadas para sua aposentadoria.
Os relatos indicam que diversos produtores da região se organizaram em grupos para tentar recuperar os valores.

Estima-se que cerca de 30 credores tenham se reunido para discutir estratégias. Alguns afirmam ter vendido veículos, interrompido financiamentos e enfrentado restrições de crédito após não receberem pelos animais comercializados.
Um leiloeiro que intermediava negociações também relatou prejuízo, afirmando que o modelo de compra e venda utilizado teria gerado uma espécie de “bola de neve”, com volume crescente de negociações e dificuldades para honrar pagamentos. Segundo ele, até comissões de intermediação teriam deixado de ser pagas.

A reportagem mostrou ainda que a defesa do fazendeiro apresentou registro policial no qual ele alega ter sido vítima de apropriação indébita, com valores que também ultrapassariam milhões de reais. Já a Polícia Civil informou que o caso é investigado pela delegacia responsável em Catalão, envolvendo possível crime de estelionato com uso de cheques sem fundo e notas promissórias utilizadas como garantia em negociações de gado. O Ministério Público, por sua vez, informou que ainda não recebeu denúncia formal sobre os fatos.

Enquanto aguardam desdobramentos, os produtores afirmam viver incerteza e dificuldades financeiras. Alguns relatam estar com o nome negativado e acumulando dívidas, aguardando uma solução judicial. Segundo eles, a expectativa é que a investigação avance e que os valores sejam recuperados.

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