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Corte de energia no Campus 2 da UFCAT expõe crise e falta de compromisso com alunos

de diantedofato
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Na manhã desta segunda-feira, 16 de junho, estudantes da Universidade Federal de Catalão (UFCAT) flagraram o momento em que funcionários da empresa Equatorial Energia realizavam o corte no fornecimento de energia elétrica do Campus 2 da instituição. A medida, registrada em vídeo por um aluno, teria sido motivada por falta de pagamento das contas de energia, segundo denúncia feita pelos próprios estudantes.

De acordo com relatos, a universidade estaria há cerca de três meses sem quitar as faturas de luz, o que levou à interrupção do serviço. No vídeo, gravado durante uma aula prática de Habilidades Clínicas (HC), um discente do curso de Medicina lamenta a situação e denuncia o impacto direto na rotina acadêmica: “Estamos tendo aula no Campus 2 e os funcionários da Equatorial estão aqui realizando o corte da energia porque a universidade está há três meses sem pagar. Vamos ser obrigados a parar a aula. Precisamos nos mobilizar para que a UFCAT realize o pagamento.”

O episódio gerou revolta entre os alunos, que alegam ser os principais prejudicados pelo descaso administrativo. A interrupção das aulas, especialmente em cursos como Medicina — que exigem estrutura adequada, equipamentos e continuidade nos atendimentos e práticas — compromete seriamente o processo de formação dos futuros profissionais.

Além do transtorno imediato causado pela paralisação das atividades, o corte de energia expõe uma crise mais profunda na gestão da universidade. Alunos e representantes estudantis denunciam o abandono por parte da reitoria e a falta de compromisso com o funcionamento regular da instituição. A situação, segundo eles, não é isolada e reflete uma sucessão de problemas estruturais que vêm se agravando ao longo dos últimos meses.

Até o fechamento desta matéria, a reitoria da UFCAT não havia se manifestado oficialmente sobre o ocorrido. Enquanto isso, estudantes prometem mobilizações para cobrar uma resposta efetiva da administração e medidas urgentes para garantir a retomada das aulas com a devida infraestrutura.

Em nota oficial, o Centro Acadêmico XI de Março repudiou o corte de energia e cobrou responsabilidades. “Essa situação evidencia o descaso com a estrutura mínima necessária para o funcionamento adequado do ensino, pesquisa e extensão, comprometendo diretamente a formação dos estudantes, o trabalho dos servidores e a dignidade de todos que frequentam este espaço”, afirma o comunicado.

O CA reforça o compromisso com a luta por uma universidade pública, gratuita e de qualidade, e exige que a Reitoria e os órgãos competentes tomem providências imediatas para que situações como essa não voltem a se repetir. A comunidade acadêmica, segundo a nota, seguirá mobilizada e vigilante diante da crise.

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