Fonte: G1 Goiás
Um esquema de venda de medicamentos falsificados, com ramificações entre Goiás e Santa Catarina, está sendo investigado pela Polícia Civil. No centro das investigações está o ex-pastor Alfeu Santana Nogueira, preso em flagrante na última segunda-feira (26) em Catalão, Goiás, suspeito de integrar a organização criminosa. Ele foi liberado na tarde desta quinta-feira (29) após pagamento de fiança, mas permanecerá monitorado por tornozeleira eletrônica.

Segundo a polícia, Alfeu utilizava o nome de uma igreja, atualmente desativada e com placa de aluga-se no bairro Vereda dos Buritis, como remetente de encomendas contendo medicamentos supostamente falsificados. As investigações apontam que os produtos eram enviados de Goiás para uma quadrilha sediada em Santa Catarina, que os revendia a terceiros.

Durante a operação, policiais encontraram centenas de comprimidos acondicionados em galões em uma residência em Catalão. Apesar da quantidade de substâncias, a defesa de Alfeu nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas. Segundo os advogados, ainda é prematuro afirmar que o conteúdo encontrado se trata de medicamentos falsificados, já que o material será periciado para identificação das substâncias. A defesa também alega que o ex-pastor já possui representação jurídica e irá colaborar com todos os atos do processo.

Além de Alfeu, outros dois homens foram presos em Santa Catarina. Durante as diligências, a polícia apreendeu uma grande quantidade de medicamentos sem comprovação de origem, uma motocicleta e carros de luxo. Em uma das encomendas rastreadas, foram encontradas dezenas de caixas de anabolizantes com remetente em nome da igreja utilizada pelo ex-pastor.

As autoridades agora investigam a relação entre o ex-pastor e o grupo criminoso de Santa Catarina. Um dos casos mais graves apurados até o momento envolve uma mulher que comprou um remédio para emagrecer e acabou internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer graves reações adversas.
O juiz Fernando Ribeiro de Oliveira concedeu liberdade provisória a Alfeu mediante pagamento de fiança no valor de dois salários mínimos. O ex-pastor terá que comparecer mensalmente à Justiça, até o dia 10 de cada mês, como uma das condições para responder ao processo em liberdade.
A investigação segue em curso, com foco em desarticular toda a rede de distribuição dos medicamentos falsificados e apurar possíveis vítimas em outros estados.

