Um caso registrado na zona rural de Três Ranchos segue causando grande repercussão e indignação nas redes sociais após um cachorro de aproximadamente sete meses sofrer graves ferimentos na região da mandíbula durante uma suposta agressão dentro de uma fazenda. A ocorrência mobilizou equipes do Batalhão Rural da Polícia Militar, além de órgãos ambientais do município, e agora é investigada pela Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, um jovem de 21 anos procurou a polícia para denunciar que o animal havia sido agredido com pauladas dentro da propriedade rural onde seu pai trabalha. Durante o atendimento da ocorrência, os policiais ouviram a versão apresentada por uma idosa de 75 anos, apontada inicialmente como autora das agressões.
Segundo o relato dela, o cachorro teria avançado contra sua pessoa enquanto ela alimentava galinhas no galinheiro da fazenda. Ainda conforme consta no registro policial, a mulher afirmou que desferiu golpes no animal para tentar conter o suposto ataque e que, mesmo após as primeiras agressões, o cachorro continuou avançando, momento em que novos golpes foram dados.
O animal sofreu ferimentos graves na boca e na mandíbula, chegando a apresentar fratura exposta. Após o ocorrido, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Três Ranchos realizaram o encaminhamento do cão para atendimento veterinário. Atualmente, o cachorro segue internado em uma clínica veterinária de Catalão, onde recebe tratamento especializado.
O delegado Igor Carneiro informou que, diante das informações apresentadas inicialmente, a situação poderia configurar estado de necessidade, motivo pelo qual a idosa não foi autuada em flagrante por maus-tratos naquele primeiro momento. Segundo ele, a legislação prevê exclusão de ilicitude quando uma pessoa utiliza força moderada para evitar um ataque iminente de animal.
Ainda conforme a autoridade policial, a mulher compareceu espontaneamente à Central de Flagrantes, prestou depoimento formal e apresentou sua versão sobre os fatos. O caso, porém, segue sendo investigado pela Polícia Civil de Três Ranchos, que deverá apurar todas as circunstâncias envolvendo a ocorrência.
Entretanto, a versão apresentada pela família proprietária do cachorro é bastante diferente. Segundo Divania Gomes, funcionária da fazenda e dona do animal, o cão nunca apresentou comportamento agressivo e sempre foi considerado dócil e brincalhão. Ela afirma que as agressões teriam começado após a mulher ir até o galinheiro da propriedade, local onde, segundo ela, existe um veado mantido em cativeiro.
Ainda de acordo com Divania, o cachorro teria apenas tentado entrar no galinheiro ao perceber a presença do animal silvestre. Nesse momento, conforme seu relato, a esposa do proprietário da fazenda teria chamado o cachorro e, logo em seguida, as agressões começaram. A funcionária afirma que o animal foi agredido pelo esposo da idosa e não apenas por ela, como consta inicialmente na ocorrência.
Após o episódio, o filho de Divania retirou o cachorro da residência onde vivem dentro da propriedade e acionou a Polícia Militar. Segundo a mulher, o suspeito das agressões também acionou seu filho e ambos foram encaminhados para a delegacia de Três Ranchos, onde a idosa acabou sendo apresentada como autora da agressão.
Revoltada com a situação, Divania utilizou as redes sociais para denunciar o caso. Ela publicou relatos, enviou áudios e afirmou estar sofrendo perseguições após denunciar o patrão pelas agressões cometidas contra o cachorro.
O caso gerou forte comoção popular, principalmente pela gravidade dos ferimentos apresentados pelo animal. Nas redes sociais, muitas pessoas questionam se a violência empregada realmente pode ser considerada moderada diante das lesões causadas. Outro ponto que vem sendo debatido é se um cachorro de apenas sete meses teria comportamento agressivo a ponto de provocar um ataque tão grave contra uma pessoa.
A idade avançada da mulher apresentada como autora das agressões também levantou dúvidas entre moradores e internautas. Muitas pessoas questionam se uma idosa de 75 anos teria força suficiente para causar ferimentos tão severos no animal, o que aumenta ainda mais os questionamentos sobre a real dinâmica dos fatos.
Novas informações divulgadas pela proprietária do cachorro ferido levantaram ainda mais questionamentos sobre o caso. Em áudios enviados após o ocorrido, Divania Gomes contestou novamente a versão apresentada inicialmente no boletim de ocorrência e afirmou que o cachorro não atacou ninguém.
Segundo Divania, seu filho presenciou parte da situação e encontrou o animal já bastante machucado após as agressões. Ela relatou ainda que, mesmo ferido e com graves lesões na mandíbula, o cachorro conseguiu correr até próximo da residência onde ela mora dentro da propriedade rural.
Diante da cena, o filho dela decidiu acionar imediatamente a Polícia Militar para registrar a ocorrência e pedir providências. Em seu depoimento, Divania também afirmou acreditar que o verdadeiro responsável pelas agressões não seria a idosa apresentada na delegacia, mas sim o marido dela.
“Não foi ela que bateu no cachorro. Na frente dela, mentiram dizendo que foi ela, mas quem bateu foi o marido dela”, declarou Divania em um dos áudios divulgados nas redes sociais.
A moradora da fazenda também cobrou uma investigação mais aprofundada sobre o caso e pediu a realização de exame de corpo de delito no animal, com o objetivo de comprovar a gravidade das lesões e esclarecer como ocorreram as agressões.
Segundo Divania, o cachorro sempre foi dócil, brincalhão e nunca apresentou comportamento agressivo dentro da fazenda, o que aumentou ainda mais a indignação popular após a divulgação das imagens do animal ferido.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e continua gerando forte repercussão nas redes sociais, onde internautas cobram justiça e a responsabilização dos envolvidos. A expectativa é de que todas as circunstâncias sejam devidamente apuradas para que os verdadeiros responsáveis sejam identificados e punidos conforme determina a lei.
Vamos continuar acompanhando de perto esse caso.

