Uma denúncia divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira (8) levantou sérios questionamentos sobre as condições do transporte de pacientes da rede pública de saúde de Ouvidor. A mãe de uma criança que possui traqueostomia denunciou a falta de estrutura em uma ambulância recém-adquirida pelo município, situação que teria colocado a vida da filha em risco durante uma viagem para Goiânia.

De acordo com o relato, a família seguia para uma consulta médica na capital quando constatou que o veículo não possuía uma tomada ou conexão adequada para o funcionamento do aspirador de secreções utilizado pela criança. O equipamento é considerado essencial para manter as vias respiratórias desobstruídas durante o deslocamento.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a mãe mostrou a situação da filha e relatou que a criança apresentava acúmulo de secreção na cânula da traqueostomia, exigindo a utilização imediata do aparelho. Diante da impossibilidade de conectar o equipamento à ambulância, a família decidiu interromper a viagem e retornar para casa por receio de que o quadro pudesse evoluir para uma emergência médica.

A denunciante afirmou que a paciente realiza frequentemente viagens para Goiânia para acompanhamento especializado e que a necessidade do aparelho é de conhecimento dos responsáveis pelo transporte. Segundo ela, mesmo se tratando de uma paciente considerada de risco, a criança foi encaminhada em uma ambulância sem a estrutura necessária para garantir a segurança durante um trajeto de mais de três horas.
Além da falta de suporte para equipamentos médicos, a mãe também criticou o espaço interno do veículo. Conforme o relato, houve dificuldades para acomodar bagagens e materiais indispensáveis aos cuidados da criança, obrigando os acompanhantes a viajarem em condições precárias e desconfortáveis.
A situação gerou revolta e reacendeu o debate sobre a qualidade do transporte oferecido a pacientes que dependem de cuidados especiais durante deslocamentos para consultas e tratamentos fora do município. A denúncia aponta que a ausência de uma estrutura básica e adequada pode comprometer diretamente a segurança e a vida de pessoas que necessitam de acompanhamento constante.

