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Entregadores do Ifood de Catalão aderem à paralisação nacional por melhores condições de trabalho

de diantedofato
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Nesta segunda-feira (31) e terça-feira (1º de abril), entregadores de aplicativos em todo o Brasil realizam uma paralisação nacional para reivindicar melhores condições de trabalho. Em Catalão, Goiás, os trabalhadores da categoria aderiram ao movimento e decidiram manter os aplicativos desligados como forma de protesto contra a atual política de remuneração das empresas de delivery, especialmente o iFood.

A paralisação, conhecida como “Breque Nacional”, ocorre simultaneamente em diversas cidades do país e tem como principais reivindicações o aumento da taxa mínima de entrega para R$ 10, reajuste no valor pago por quilômetro rodado, que atualmente é de R$ 1,50 e deveria ser de pelo menos R$ 2,50, e a limitação do raio de atuação para entregadores de bicicleta a, no máximo, 3 quilômetros. Os trabalhadores também exigem que as empresas garantam o pagamento integral por cada pedido, mesmo quando múltiplas entregas são agrupadas em uma única rota.

Em Catalão, os entregadores se reuniram na manhã desta segunda-feira no Catalão Shopping para reforçar a adesão ao protesto e mostrar a força da categoria. Durante o movimento, todos os aplicativos permanecerão desligados, impedindo a realização de pedidos, como forma de pressionar as empresas para que atendam às reivindicações dos trabalhadores.

O iFood, principal alvo do protesto, afirmou que tem realizado ajustes nos valores pagos aos entregadores nos últimos anos e que a taxa mínima de entrega passou de R$ 5,31 para R$ 6,50. A empresa também destacou que reduziu o raio de entrega para bicicletas, mas alertou que mudanças mais drásticas poderiam impactar negativamente a oferta de trabalho. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa o iFood e outras empresas do setor, afirmou que respeita o direito de manifestação e que mantém diálogo com os entregadores para discutir melhorias.

A paralisação reflete a crescente insatisfação dos trabalhadores da categoria, que há anos reivindicam melhores condições de trabalho e reajustes na remuneração. Com o aumento da adesão ao movimento em todo o Brasil, os entregadores esperam que as empresas do setor passem a valorizar mais a mão de obra e garantir direitos básicos aos profissionais que movimentam o mercado de delivery no país.

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