Pamela Catarine Santos Montel, Graduanda do 7º Período do curso de Bacharelado em Geografia na Universidade Federal de Catalão – UFCAT, por meio desta nota de repúdio vem denunciar ter sofrido TRANSFOBIA, e expressar suas indignação, e descontentamento com a exclusão do de seu nome para um evento de formação política da Bienal da UNE no Rio de Janeiro.
Pamela faz parte da gestão interina do DCE ( Diretório Central dos Estudantes) e tem direito, sendo uma das poucas pessoas TRANSEXUAIS E TRAVESTIS na Universidade Federal de Catalão – UFCAT.

NOTA DE REPÚDIO
Venho por meio deste, denunciar a TRANSFOBIA, exclamar minha indignação, e descontentamento com a exclusão do meu nome para o evento de formação política da Bienal da UNE no Rio de Janeiro.
Eu enviei o meu nome dia 10 de janeiro para o movimento estudantil no grupo do WhatsApp, tenho provas, os mesmos estão a par de colher os nomes para o setor de transporte, e acharam de deliberar a exclusão do meu nome, sem considerar qual o meu objetivo naquele território.
Eu me vi perseguida ainda quando exclamei, que se meu nome não estivesse na lista, e constatei o fato, iria lançar uma nota de repúdio, então está aqui a nota. Fui perseguida
e ameaçada no WhatsApp e já recorri a justiça. Convoco o Emerson da PRPE ( Pró Reitoria de Políticas Estudantis ) para estar ciente dessa situação de exclusão e
TRANSFOBIA na Universidade Federal de Catalão, e também à Reitoria.
E não venha me encaixar na caixa da loucura como essa geração atual costuma se referir à uma mulher preta quando ela diz que está sofrendo alguma violência moral-fisica,
estou me alimentando muito bem, não falto na academia, na minha casa tem água luz e internet. A TRANSFOBIA é um problema CISGENERO, assim como o RACISMO é um problema mantido e perpetuado por um sistema branco.
A exclusão de pessoas TRANSEXUAIS E TRAVESTIS é uma realidade a qual encaro de frente, e SEMPRE repudiarei que pessoas usem de um presidencialismo dentro do movimento estudantil, este sendo TRANS-EXCLUDENTES, eu exijo respeito, e eu não sou palhaça, acabei de chegar de Maceió – Alagoas com bagagem cheia de conhecimento, dois dias pra ir e dois dias pra voltar e valeu a pena, para quem não sabe
eu fui em busca de conhecimento, sobre a subsidência do solo, fenômeno geomorfológico que acontece no território de Maceió – Alagoas, fui e voltei com meu dinheiro, ganhei de forma suada na noite, sem precisar do financiamento de ninguém desta comunidade, e enquanto componente também dessa comunidade revejam seus atos que provocam adoecimento e apagamento de todas as pessoas TRANSEXUAIS E TRAVESTIS, que aqui também estão atrás de conhecimento, que vieram de outros estados, em busca de êxito nos objetivos profissionais e pessoais, estou aqui para combater essas violências sociais acometidas contra mim, que aqui acontecem, e todos
fecham os olhos.
Att: Pamela Catarine Santos Montel
Graduanda do 7º Período do curso de Bacharelado em Geografia, nesta Universidade Federal de Catalão – UFCAT
Em 2018, uma pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apontou que pessoas trans representavam apenas 0,1% de todas as matrículas no ensino superior público. Depois disso, uma pequena parte das universidades brasileiras tem adotado cotas especiais para essa população, que ainda não são totalmente preenchidas pela própria falta de candidatos aptos.
Em 2018, a UFABC implementou uma política de oferecer 1,6% das vagas na graduação para a população trans, mas encarou escassez de matrículas. “Isso nos informa que existe um gargalo na educação básica. A EJA precisa de fortalecimento e, enquanto essas pessoas trans não estiverem formadas, vamos pegar as poucas que conseguiram se formar”, aponta Rena Orofino, presidente da Comissão Especial para Pessoas Transgêneras, Transexuais e Travestis (CEPT) na instituição.
O que é transfobia?
No Brasil, esse conceito está ganhando cada vez mais notoriedade devido à associação da transfobia com atos de preconceito contra as pessoas que se identificam como transgêneros. No sentido estrito da palavra, o termo trans é utilizado para caracterizar indivíduos transexuais e transgêneros, enquanto “fobia” significa “aversão a algo ou a alguém.”
Logo, a definição de transfobia envolve atos de discriminação contra esse grupo, assim como toda forma de intolerância. Nesse conceito estão incluídos comportamentos que incitam práticas de violência física, verbal, psicológica ou moral contra essas pessoas. Tais atos são também veiculados virtualmente, gerando implicações que envolvem as redes sociais e a saúde mental.
Infelizmente, o preconceito com certos estereótipos ainda é muito presente em nossa sociedade. Por isso, convém trabalhar a compreensão de que os homossexuais precisam ser tratados com respeito e receber orientações quanto à promoção do autocuidado.
Nesse sentido, é necessário buscar estratégias para reduzir os impactos que a transfobia pode gerar na saúde mental e emocional. Muitos pertencentes a esse grupo enfrentam diversos desafios, o que eleva os riscos para aumentar a vontade de usar drogas e álcool, já que isso é visto como um refúgio.
O espaço está aberto para Universidade caso queira se pronunciar.

